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Aulicismo: ainda não nos libertamos da corte portuguesa.

Aulicismo: ainda não nos libertamos da corte portuguesa.

Estamos a quatro anos de completar 200 de independência formal do Brasil, mas ainda está arraigado ou impregnado no modo de vida do povo, principalmente os que detém poderes político e econômico, apego à velha corte na metrópole.

Não há na União ou em quaisquer dos entes federativos, escolha isenta dos responsáveis por gerir os recursos públicos. Ao reverso, esta escolha sempre passa pelo compadrio e o afável jogo das bajulações em troca de cargos.

Aceitamos como instâncias normais, quase oráculos intransponíveis ao discurso crítico, da academia às mídias jornalísticas, corporações das quais nunca se exige realização, conquistas, geração de valor, somente amabilidades e passiva proteção dos “soberanos”, atualmente os eleitos alternadamente no pseudo jogo democrático.

Sindicatos, cartórios e os perpétuos e intangíveis segundo e terceiro escalões da administração pública, em todos os poderes. Por mais que permaneçam inertes e improdutivos, seus salários, rendas e cargos são mantidos para a posteridade.

Outros entes de duvidosa contribuição para o interesse público e progresso da nação, ao menos na conformação atual que também segue o ritmo do aulicismo, estão os conselhos profissionais fundados nas profissões regulamentadas, voltados unicamente para auto perpetuação de cargos, poderes e salários.

Com natureza de autarquias federais, reproduzem o efeito de anti-meritocracia da administração direta, pouco fiscalizam ou punem seus pares, vivendo de contribuições legais imperativas e reservas de mercado em atividades pouco relevantes.

Excetuando-se saúde pública, segurança, impactos ambientais e correição tributária, cujos cuidados já são encargos do Estado por suas projeções diretas em todas as esferas de governo, bem como nas indiretas atuações das enfraquecidas agências reguladoras, tais conselhos federais e regionais acabam por ser redundantes, dispendiosos e de nulo valor agregado tanto à sociedade como a seus agremiados.

Corporações parlamentares variadas e principalmente da elite dos servidores públicos, empoderadas por ameaça velada aos interesses das demais classes, não compreendem seu papel valiosíssimo como indutores da ética e moralidade, incapazes de sacrificar nem um milímetro nos próprios interesses econômicos e de poder, em prol do benefício geral da sociedade.

Defesa de incrementos salarias travestidos dos mais diversos rótulos, assim como a gana por poderes acima dos estatuidos em lei, acabam por marcar suas condutas por vilania egocêntrica, erigida para própria manutenção, no status de escudeiros da mesma corte que há séculos queríamos ver derrubada.

Enquanto não houver valorização universal, desde os primeiros anos dos bancos escolares, pela justiça e valiosa contribuição da meritocracia, nunca deixaremos de ser a fraca e sem rumo colônia de exploração portuguesa.

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