Quem se lembra dele?

Quem se lembra dele?

Há 45 anos tivemos nosso primeiro celular funcionando no Brasil e em 1999, a antiga estatal Telesp ofertava a primeira linha celular pré-paga.

Já se vão 20 anos que esta modalidade comercial ajudou a disseminar a telefonia a praticamente todo cidadão brasileiro. Não por coincidência e sim por premeditada fragilidade de controle que amplifica muito as vendas, quase todas as famílias no país têm ao menos um integrante, vítima de golpes por mau uso de dados qualificativos na ativação de contas “bombinhas”, usadas para as mais variadas espécies de ilícitos penais.

O interesse econômico das operadoradas, a leniência da agência de controle e a inoperância completa dos legitimados para ações em defesa de interesses difusos e coletivos dos consumidores, somaram perdas bilionárias.

Honrosa exceção seja divulgada quanto a vitórias e lutas constantes do ora enfraquecido IDEC: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, na presidência de Marilena Lazzarini.

Perdeu e ainda perde muito o consumidor com prejuízos econômicos diretos e toda sorte de complicações burocráticas, para provar inocência em transações intermediadas por terminais pré-pagos em seus nomes.

Perde a sociedade com a proliferação de crimes contra o patrimônio e contra a vida, sem solução sob camuflada titularidade das vitimas.

Somente agora uma primeira iniciativa, mais do que tardia da ANATEL, em exigir confirmação de cadastros dos titulares de terminais pré-pagos. Dada a baixíssima eficiência das políticas da autarquia, não raro criar-se mais um grande incômodo ou vitimização secundária aos consumidores, com novas brechas para os bandidos sempre adaptáveis.

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