O Desconhecido Pilar das Instituições

Numa empresa onde trabalhei havia um vendedor chamado Valter. O Valter adorava ser vendedor. Tanto que, quando alguém perguntava seu nome, ele respondia: “Valter com V de Vendedor”.

Ele era tão bom que resolvemos promovê-lo a supervisor. Chamamos Valter, fizemos a comunicação e, quando a gente esperava que ele fosse abraçar todo mundo e chorar de emoção, apenas respondeu: “Olha, eu agradeço, mas não, obrigado.”
E aí o gerente do Valter ficou uma fera e falou pra ele: “Como assim, Valter, você não tem ambição ?”.
E o Valter responde: “Claro que sim. Minha ambição é ser o melhor vendedor desta empresa”. O Valter continuou na sua função, feliz da vida. E nós começamos a nós perguntar quantos Valteres não haveriam na empresa.

Gente que está feliz fazendo o que faz. Que não está disposta a trocar meia hora com a família, por 10% a mais de salário e um expediente mais longo.
Gente que não faz nenhuma questão de ser promovida, ao contrário do que os ambiciosos gerentes e diretores pensam.

No fundo, quem dá sustentação às empresas são os Valteres. Os diretores vêm e vão, mas os Valteres ficam. E eles não querem mais salário, eles querem mais respeito.
Na empresa tem dia pra tudo, mas todo dia é Dia do Valter.

Max Gehringer

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