A História se repete – III

A História se repete – III

Sérgio Cabral. Garotinho. Pezão. Superfaturamento na reforma do Maracanã. Corrupção no Metrô. Os escândalos no Estado do Rio de Janeiro não são de agora. Talvez remontem ao tempo de Estácio de Sá.
Vamos voltar “apenas” cem anos no tempo e visitar a cidade do Rio de Janeiro durante o mandato do Prefeito Pereira Passos. Em meio a reforma urbana iniciada em 1902, que mudou radicalmente o aspecto do centro da cidade, Passos abriu uma concorrência pública para a escolha do projeto arquitetônico do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Quem a comissão julgadora escolheu como vencedor? Surpresa! Venceu o sobrinho do prefeito, engenheiro Francisco de Oliveira Passos. Tudo bem, continuemos com a história. O teatro foi construído, ao preço de 10 mil contos de réis, e inaugurado em 1909.
Em 1911 foi aberto outro concurso, desta vez para a construção do prédio da Câmara do Vereadores. O prédio custou 23 mil contos de réis, valor considerado absurdo na época, quando comparado ao da construção do Teatro Municipal – 10 mil contos de réis. Nasceu aí, segundo o historiador Brasil Gérson, o apelido de “GAIOLA DE OURO”. Como se vê, o superfaturamento de obras públicas e o nepotismo não são de agora.

Colaboração de Regis Palombo Maluf.

Teatro Municipal, preço: 10 mil contos de réis.
Câmara Municipal. preço: 23 mil contos de réis.
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