Farsa e Estelionato nos Atendimentos Eletrônicos

Farsa e Estelionato nos Atendimentos Eletrônicos

É impensável a vida atual sem apoio e suporte quase integral na tecnologia de informação. Compras, viagens, cursos, serviços bancários, câmbio e remessa de valores, doações, medicina, alimentação e a lista não termina.

Comodidade, redução de custos repassados ao consumidor ou usuário, ganhos de escala investidos no desenvolvimento de novos recursos, tudo louvável e exatamente o que procuramos fazer diariamente nesta plataforma.

O que muitos não sabem, ainda que sintam os efeitos, são as práticas premeditadas e até mesmo políticas empresariais para lesar o usuário.

Os sistemas de informação digitais codificados estão baseados em múltiplas camadas de software, cada uma com sua finalidade especifica: segurança e criptografia de dados, armazenamento e pesquisa dos mesmos, formatação em páginas e relatórios, vias de comunicação, áreas de recepção de dados, cópias de segurança, validação de transações, etc.

Dentro destas especificidades, cada plataforma ou serviço online pode usar e quase sempre o faz, técnicas de priorização de tarefas ou de tráfego de dados.

Vendas e divulgação recebem máxima prioridade para alcance abrangente, bem como evitando distração ou afastamento de potenciais compradores. O caminho é fluido, rápido e estimulado.

Constata-se em pesquisas e auditorias de consumo especializadas, em contrapartida, a venda online de produtos cujos fornecedores já não mais os disponibilizam, ou sob simples falta de estoque.

Os prazos de entrega extrapolam os limites e há premeditada ausência de notificações, deixando o comprador à mercê de possíveis contatos com o estabelecimento de e-commerce. Todavia, quase sempre e também de forma preordenada, não há canais de atendimento dinâmicos e totalmente eletrônicos fora das transações de venda.

Obter um telefone para atendimento ao consumidor ou ouvidoria, é um exercício hercúleo e quando alcançado, os recursos direcionados são mínimos e as prioridades de tráfego nos sistemas abertos aos atendentes nos call centers, são as mais baixas.

Outra artimanha controlada e de uso proposital, são as mensagens de erro dissonantes dos efetivos problemas ou obstáculos. Bancos desestimulam transferências de recursos para outras instituições, exibindo mensagens de indisponibilidade temporária, o famoso tente mais tarde.

Erro desconhecido ou queda total de sistema ou aplicativo móvel, muitas vezes não refletem erro de programação corrigivel, mas disfunção pretendida para dificultar envio de reclamações, ou evitar cancelamento de serviços.

Todas estas práticas envolvem condutas ilícitas, chegando à tipificação de crimes nas relações de consumo e até mesmo estelionato em série.

Se perceber tais situações em suas relações digitais, noticie e propague direta e rapidamente o problema em portais de referência como o Reclame Aqui, ou use suas redes sociais.

Faça prova do descaso e da má conduta, gravando os atendimentos telefônicos – há muitos aplicativos para isso – e fazendo prints das mensagens de erro com as prévias transações interrompidas, ou vedadas.

Proteja-se e faça sua parte na seleção natural das boas empresas que merecem continuar existindo.

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