DIGA NÃO

DIGA NÃO

Especialistas médicos e psicólogos avaliam em consenso que a população brasileira passa para uma fase preocupante de apatia crônica. Diante das frustrações econômicas e políticas que por décadas abatem a todos nós, ainda somos submetidos à desesperança na justiça falha e lenta, na preservação de estruturas institucionais e culturais sob o domínio do mau caráter, em desfavor do trabalho duro e solidário.

Encarar essa realidade não é fácil e exige reação vigorosa, ou simplesmente somos tragados pela mesmice que a rotina diária delimita, sem perceber além dos contornos estabelecidos e aprofundar a visão para uma lúcida interpretação da realidade.

Só o povo com um objetivo definido e falando a mesma língua, poderá determinar o futuro de sua presente existência e das próximas gerações, fazendo escolhas conscientes no próximo ano eleitoral que se aproxima, sem que isso se torne meros espasmos bienais de consciência política, mas exercendo a verdadeira política diariamente no seu local de trabalho, ao não admitir práticas nefastas transpostas para o universo nacional, criando exemplo sólido no seio familiar e no convívio social.

Tolerar desmandos, hipocrisia, dissimulação preordenada para o interesse particular egoísta, injustiça, novos feudos de privilégios salariais e para apoderamento de classes sem relevância alguma: cartórios, juízes vitalícios, assessores de coisa alguma, entre tantos exemplos do anacronismo que acabamos por entender como normal. Ninguém pode sobreviver em comunidade sem dar sua parcela de sacrifício e desinteresse pessoal em favor do coletivo, o que um número exacerbado de falsos profissionais brasileiros aos milhões, se auto proclama imune por uma posição de falsa superioridade. O princípio da igualdade de condições e tratamento é meta jurídico e remonta os primórdios da civilização.

Devido valor ao que interessa: amizade verdadeira, consideração e respeito incondicional ao ser humano, remuneração digna e proporcional ao acervo de conhecimento trocado, aplicado ou transmitido, o que invariavelmente elevará salários de professores, profissionais das áreas de saúde e não apenas os médicos. Prioridade consensual quanto à educação, sem a qual surge a doença, a intolerância, a fraqueza, os desvalores, o regresso.

Diga não a apatia, saia do claustro da “burrocracia” e faça valer os princípios universais que todos conhecemos por transmissão geracional, mas que desdenhamos ao guardá-los no fundo de gavetas do inconsciente. Na prática: responda aos amigos, sorria, elogie, estimule, faça esforço em participar e pertencer, seja solidário e tenha empatia antes de criticar, reúna esforços coletivos para aumentar a força bruta e de inteligência e superar quaisquer desafios, não siga sozinho.

 

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