Desgoverno Central

Desgoverno Central

Quem tem a razão ? É legítimo o bloqueio de estradas e do transporte rodoviário ?

Um país que não se encontra e cujo povo busca um rumo desde os tempos de colônia, precisa entender como persuadir e convencer seus líderes sobre seu verdadeiro papel e a que se prestam.

Povo é a soma das essências individuais de cada um dos seus cidadãos e estas deveriam revelar a busca por harmonia, justiça e felicidade. Não é novidade que as distorções, desvios e desgoverno crônicos no Brasil, são reflexos de um Estado gerador de bem-estar egoísta a “políticos” amorais e seus mantenedores econômicos, usurpados os recursos que teriam destino correto para manutenção e investimento na segurança da população, na sua saúde, em reservas para a velhice e no sistema educacional.

Os mandatários do poder político e titulares de cargos nas instituições republicanas, tem como missão fundamental perseguir e manter a paz social. Todavia, o que constantamos é a irradiação oficial da guerra e ódio sociais.

Com maus exemplos cotidianos de disputas mesquinhas por parcelas da Administração, saques aos fundos e empresas públicas, corporativismo nefasto por superar os limites do interesse público, rixas latentes dentro do Judiciário ao invés da prudência e serenidade que o define, como não entender a indignação do influente grupo que representa a oxigenação do país pela distribuição de suas riquezas produzidas ?

Nós brasileiros acordamos e passamos nossos dias amargando toda sorte de temores, dissabores, injustiças e frustrações, causadas por um ente interno bem conhecido e não por um invasor da soberania, ou um tormentoso fenômeno da natureza. São bilhões em impostos confiscados, pois não revertem para serviços decentes. Mantém com prioridade o serviço da dívida pública a enriquecer a mais opulenta e poderosa indústria bancária do planeta, sob receitas usurárias de 3 dígitos ao ano em juros finais de mercado.

Um caminhoneiro corre risco de roubo ou latrocínio a cada quilômetro rodado, tem seu veículo como principal patrimônio, dilapidado por caminhos tortuosos e abandonados por agências de estradas ou suas concessionárias.

Superando tais barreiras quase paralisantes, ainda devem suportar custos de preços públicos majorados diariamente, sem permissão do mercado igualmente sufocado, para repasses proporcionais nos fretes.

Não é sem motivo que a apatia do povo se rendeu a força de pressão e barganha com governos sem legitimidade e moral. Populações de todas as classes ou profissões chegaram a demonstrar algum apoio à causa dos caminhoneiros, por mais sacrificante e conturbadora que possa ser.

O povo começa a aprender como usar o seu poder.

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