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Categoria: Pensamento

Impunidade alimenta a criminalidade, injustiça realimenta.

Impunidade alimenta a criminalidade, injustiça realimenta.

Bebendo nas escrituras sagradas, relembramos que Jesus argumentava com os senhores da lei e fez prova cabal de suas assertivas, mas mesmo assim foi brutalmente injustiçado. Na atualidade o fenômeno se repete em escala planetária.

As sociedades contemporâneas com mais violência, são igualmente as mais fracas na punição efetiva dos injustos e as mais desumanas na condenação fácil do cidadão de bem.

Os pesos se invertem porque é mais fácil justificar algum índice de atuação da Justiça Pública, constrangendo os que têm profissão, quem gera renda e trabalho e os que se impõe contra desmandos morais transformados em regra burocrática.

A filosofia assim como a teologial pura, sem viés ideológico, bem explicam a vitimização secundária do benfeitor, pagando o malfeito de muitos aproveitadores das imperfeições legais.

O sentimento de insatisfação e indignação é retroalimentado após a decepcionante constatação de impunidade, fazendo com que o erro e a violência subam ao primeiro nível das condutas humanas.

É um moto perpétuo com incremento de velocidade a cada ciclo, deixando-nos perplexos e inseguros sobre o futuro próximo a se apresentar aos nossos filhos.

Aulicismo: ainda não nos libertamos da corte portuguesa.

Aulicismo: ainda não nos libertamos da corte portuguesa.

Estamos a quatro anos de completar 200 de independência formal do Brasil, mas ainda está arraigado ou impregnado no modo de vida do povo, principalmente os que detém poderes político e econômico, apego à velha corte na metrópole.

Não há na União ou em quaisquer dos entes federativos, escolha isenta dos responsáveis por gerir os recursos públicos. Ao reverso, esta escolha sempre passa pelo compadrio e o afável jogo das bajulações em troca de cargos.

Aceitamos como instâncias normais, quase oráculos intransponíveis ao discurso crítico, da academia às mídias jornalísticas, corporações das quais nunca se exige realização, conquistas, geração de valor, somente amabilidades e passiva proteção dos “soberanos”, atualmente os eleitos alternadamente no pseudo jogo democrático.

Sindicatos, cartórios e os perpétuos e intangíveis segundo e terceiro escalões da administração pública, em todos os poderes. Por mais que permaneçam inertes e improdutivos, seus salários, rendas e cargos são mantidos para a posteridade.

Outros entes de duvidosa contribuição para o interesse público e progresso da nação, ao menos na conformação atual que também segue o ritmo do aulicismo, estão os conselhos profissionais fundados nas profissões regulamentadas, voltados unicamente para auto perpetuação de cargos, poderes e salários.

Com natureza de autarquias federais, reproduzem o efeito de anti-meritocracia da administração direta, pouco fiscalizam ou punem seus pares, vivendo de contribuições legais imperativas e reservas de mercado em atividades pouco relevantes.

Excetuando-se saúde pública, segurança, impactos ambientais e correição tributária, cujos cuidados já são encargos do Estado por suas projeções diretas em todas as esferas de governo, bem como nas indiretas atuações das enfraquecidas agências reguladoras, tais conselhos federais e regionais acabam por ser redundantes, dispendiosos e de nulo valor agregado tanto à sociedade como a seus agremiados.

Corporações parlamentares variadas e principalmente da elite dos servidores públicos, empoderadas por ameaça velada aos interesses das demais classes, não compreendem seu papel valiosíssimo como indutores da ética e moralidade, incapazes de sacrificar nem um milímetro nos próprios interesses econômicos e de poder, em prol do benefício geral da sociedade.

Defesa de incrementos salarias travestidos dos mais diversos rótulos, assim como a gana por poderes acima dos estatuidos em lei, acabam por marcar suas condutas por vilania egocêntrica, erigida para própria manutenção, no status de escudeiros da mesma corte que há séculos queríamos ver derrubada.

Enquanto não houver valorização universal, desde os primeiros anos dos bancos escolares, pela justiça e valiosa contribuição da meritocracia, nunca deixaremos de ser a fraca e sem rumo colônia de exploração portuguesa.

O que se encomenda é o que se deseja: cuidado com pesquisas eleitorais.

O que se encomenda é o que se deseja: cuidado com pesquisas eleitorais.

Quem encomenda um produto feito sob medida, naturalmente quer que seja entregue com suas preferências, concentrando todos os seus desejos e atendendo as vontades mais íntimas ou não abertamente declaradas do contratante.

As pesquisas eleitorais são produtos de função mercadológica como tantos outros: depoimentos, frases de efeito, “gingles”, filmes publicitários.

Fantasiada como conteúdo racional derivado da matemática estatística, o que é verdade para as pesquisas de validação eurística em hipóteses de trabalho científico, deixa de lado este rigor e necessária isenção e independência, em favor dos rumos resultantes, pois é vendida a um comprador com desejos e necessidades subliminares que não podem ser subestimadas.

Quando FIESP, CNI, GLOBO, etc., contratam pesquisas de opinião, indicam ostensivamente querer identificar tendências dos consumidores, investidores, ou simplesmente ofertar um produto de mídia a ser dado a consumo em troca de audiência.

Todavia, outros retornos também são esperados da encomenda, como a influência indicativa de voto útil aos candidatos que melhor se alinham às necessidades de sobrevivência econômica dos nomeados contratantes.

Assim, ao ler e interpretar pesquisas eleitorais ou afins, saiba que a isenção não é elemento normativo para sua produção, havendo sempre um viés de resultado desejado e não real, distorcendo o que é efetivamente publicado.