Categoria: Pensamento

“LIVE” DEVE GERAR CONHECIMENTO

“LIVE” DEVE GERAR CONHECIMENTO

Toda sorte de assuntos e candidatos a instrutor de coisa recém aprendida. Profusão ou confusão de temas ? Dicas e soluções até proveitosas, nas honrosas e raras exceções, sem compromisso de resultado e análise detida das necessidades concretas do ouvinte ou espectador.

Excesso e redundância de temas sem personalização, induzindo à perda de tempo, prolixidade ou verborragia pouco efetiva, para solução de dúvidas reais que causam prejuízos diários ao empreendedor, quando não solucionadas.

Verdadeira poluição sufocante que decorre do modismo e atual necessidade de reorientar vendas para irradiação digital. O amadurecimento no uso de tecnologia, principalmente a quem já atua exclusivamente na área há décadas, não nos deixa iludir com tendências pouco enriquecedoras, na medida de sua motivação muito mais mercadológica do que pedagógica ou consultiva.

Não nos esqueçamos que a intoxicação digital é uma realidade sob estudos e pesquisas acadêmicas, já com resultados sérios e cientificamente validados, sobre perda da capacidade de raciocínio abstrato, habilidade de concentração e decisão, bem como da síndrome da “comida mastigada”. Não há mínimo esforço até mesmo para autorreflexão e correta formulação da dúvida a ser resolvida.

Doam-se fórmulas prontas pasteurizadas, ou excessivamente burocráticas, para forçar  venda subsequente a incautos crentes na própria ignorância, sob a luz de falsas avaliações. Muita informação propagada de modo difuso e intensivo, confunde e não cria conhecimento.

O FIM DA ERA MITOLÓGICA

O FIM DA ERA MITOLÓGICA

Na manhã dessa sexta-feira, 24/04/2020, o então ministro Sérgio Moro, ex-juiz da Lava Jato, pede demissão do Ministério da Justiça. Nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro, é uma figura de grande impacto, tendo repercussão no meio por seus feitos no combate à corrupção.
Em seu discurso oficial à imprensa, o tom de despedida foi acompanhado de severas acusações contra o presidente, sobretudo quanto a sua tentativa de interferir em investigações conduzidas pela Polícia Federal. O estopim para sua demissão teria sido a exoneração do até então Diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, como apontam fontes próximas.
Ao alegar que Bolsonaro tentou obter da Polícia Federal informações sigilosas e relatórios de inteligência, Sérgio Moro foi enfático ao questionar sobre o que teria sido da Lava Jato se os presidentes anteriores tivessem conseguido intervir dessa forma nas investigações.
Noutras palavras, o ex-juiz comparou as atitudes do atual presidente com as dos envolvidos nos escândalos recentes, já que a tentativa de blindagem é uma forma de corrupção, que objetiva impedir investigações e, por conseguinte, a devida punição dos envolvidos.
Em uma República, a independência das instituições revela a solidez democrática delas, pois permite uma atuação com autonomia e imparcialidade, sendo irrelevante o status político do investigado.
Fato é que a Polícia Federal é uma instituição que vem ganhando força nos últimos anos, sendo reconhecida como uma das que mais a população confia. Sendo assim, cada vez mais se torna difícil o uso de ingerências políticas para indevidamente proteger a si mesmo e aos aliados.
Nesse contexto, Bolsonaro encontra-se em um apokalypsis, que, do grego, significa “revelação”. Enfraquecido tanto no cenário político quanto no social, a imagem mitológica de um ser anticorrupção vem se esfacelando.
Além disso, tais acusações podem corroborar os 24 processos de impeachment protocolados contra o presidente, que ainda estão em discussão.
Vivenciamos o fim de uma era mitológica.

Autor: Régis Francisco Maluf

Precisa ser assim.

Precisa ser assim.

Precisa SER PARA SEMPRE, privilegiando o investimento na excelência dos recursos humanos, com servidores bem selecionados em concursos rígidos, avaliação semestral efetiva de capacidade e desempenho, reciclagem periódica obrigatória, remuneração justa e compatível com responsabilidades.

Havendo concentração de recursos econômicos no humano e não em depósitos de papeis e carimbos, por uso intensivo de tecnologia de informação, o GOVERNO ELETRÔNICO pode ser uma realidade presente de rápida estruturação, devolvendo ao cidadão aquilo que desde 1988 nossa Constituição prevê como princípios de orientação programática: TRANSPARÊNCIA, EFICIÊNCIA, ECONOMICIDADE.

OMISSÃO MATA

OMISSÃO MATA

“Psicopatia”

Vamos chamar a coisa pelo nome. O presidente eleito por milhões de brasileiros não é louco. Psicóticos e neuróticos podem ser classificados assim. Eles sofrem e enxergam o sofrimento do outro. Eles não têm método. Bolsonaro é diferente.

Pelos estudos da psiquiatria inglesa no século XIX, Bolsonaro se encaixaria em outra categoria: a dos psicopatas.
Conversei com o psicanalista Joel Birman para entender essas fronteiras entre transtornos mentais. “A psicopatia não é uma loucura no sentido clássico, mas uma insanidade moral, um desvio de caráter de quem não tem como se retificar porque não sente culpa ou remorso”.

Os psicopatas são “autocentrados, agem com frieza e método”. “Não têm empatia em relação ao outro, o que lhes interessa é o que lhes convém”. A palavra psicopatia vem do grego psyché, alma, e pathos, enfermidade.

A pandemia só tornou esses traços de Bolsonaro mais gritantes. Desde os primeiros grandes gestos do presidente, ficou claro, disse Birman, que seus atos “são marcados por crueldade e violência”. Proposição de liberar fuzis para civis. Proposição de acabar com os radares nas estradas. Proposição de não multar a falta de cadeirinha para crianças.

Proposição de acabar com os exames toxicológicos para motoristas de caminhão, ônibus e carretas. Proposição de legalizar o garimpo predatório nas florestas e terras indígenas. Tudo isso é um atentado à vida.
Eu poderia lembrar o que muitos teimam em esquecer. Que Bolsonaro já era assim antes de ser eleito. Quem defende torturador e condena as vítimas, publicamente, no Congresso, não é uma pessoa que preza a vida. Não surpreende, portanto, que o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, denuncie, sem meias palavras, a “política genocida” de Bolsonaro.

O presidente pode trocar seu ministro da Saúde, mas será barrado pelo STF se insistir em condenar o isolamento social e ameaçar a saúde pública.
Ao criar uma realidade paralela, Bolsonaro desfruta sua liberdade de ir e vir sem se importar com as consequências de seu exemplo. Não só para velhos mas para jovens que também não resistem ao vírus. Ele refuta a ciência, ignora as normas sanitárias nacionais e internacionais, receita remédios polêmicos sem autoridade para isso, ironiza quem se isola, chamando a mim e a você de “moleques”. Coloca em maior risco os pobres e vulneráveis. O presidente é uma temeridade ambulante.

Ao se recusar a divulgar o resultado de seu exame, despreza a população, se acovarda e age diferente dos homens públicos que honram seus cargos. Pode até ser que esteja imune após uma versão branda da Covid-19 e por isso se sinta apto a saracotear pelas ruas e padarias, mexendo em dinheiro e comida, enxugando o nariz e apertando as mãos do povo aglomerado. Bolsonaro não é tosco. Nem burro. Nem inconsequente, leviano ou louco. Vamos chamá-lo pelo adjetivo correto? Bolsonaro é perverso, ao estimular um comportamento de altíssimo risco.

A OMS classifica a psicopatia como um transtorno de personalidade caracterizado por um desprezo das obrigações sociais. A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, autora do livro Mentes perigosas, diz que a “psicopatia não é uma doença, é uma maneira de ser”. O psicopata, segundo ela, sempre vai buscar poder, status e diversão. Enxerga o outro apenas como um objeto útil para conseguir seus objetivos.
Todos nós precisamos reagir a Bolsonaro. É urgente. Não podemos nos tornar cúmplices no crime de lesa-humanidade. Omissão também mata.”
*Artigo de Ruth Aquino* – O Globo

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