Categoria: Consumidor

Modelo de Ação no Juizado para Produto Defeituoso

Modelo de Ação no Juizado para Produto Defeituoso

O QUE FAZER QUANDO UM PRODUTO APRESENTAR VÍCIO OCULTO?

Todo consumidor, em algum momento de sua vida, passou ou passará por alguma situação desconfortante de efetuar a compra de um produto com algum defeito ou contratar algum serviço não prestado da maneira adequada. Apesar de ser comum adotarmos cotidianamente os conceitos de “defeito” e “vício” como se fossem sinônimos, para o Código de Defesa do Consumidor (CDC) tais expressões possuem significados distintos.

Diz-se que o produto apresenta algum defeito quando o problema dele traz riscos à saúde do consumidor, como, por exemplo, televisões que, quando ligadas na tomada, explodem, espalhando estilhaços pelo recinto. Por outro lado, o produto apresentará vício quando o problema estiver ligado a um aspecto da qualidade do bem, mas que não envolve riscos à integridade física e a vida de quem o consome, como, por exemplo, o celular que simplesmente não realiza chamadas de voz.

Em se tratando de vício do produto ou serviço, a legislação consumerista o classifica em dois. O primeiro deles é o vício aparente, ou seja, aquele que é perceptível à primeira vista, sendo facilmente constatado. De acordo com o CDC, o consumidor pode exigir do fornecedor que o vício em questão seja sanado, sendo o prazo para tanto de 90 dias quando o bem for durável, e 30 dias quando for não durável. Nesse caso, o prazo começa a ser contado a partir da entrega efetiva do produto ou da data do término da prestação do serviço.

Em contrapartida, tem-se o vício oculto, isto é, aquele vício que não é de fácil constatação, não perceptível à primeira vista. Em tal situação, o CDC também prevê o direito de reclamar pelo vício em 90 dias para os bens duráveis e 30 para os não duráveis. Porém, devido tal dificuldade, o prazo se inicia a partir do momento em que ficar evidenciado o vício.
Na intenção de evitar que o consumidor tenha garantia perpétua contra vício oculto e o pudesse alegá-lo a qualquer hora, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) firmou o entendimento de que o consumidor não tem direito de reclamar pelo vício se sua manifestação se der após a vida útil esperada para o produto. Sendo assim, leva-se em conta que todo bem tem uma data de validade, e que, ao passar dos anos, não funcionará da mesma forma.

Não obstante tais direitos estarem expressamente previstos no CDC, é comum o fornecedor do produto ou serviço negar-se a sanar o vício. Em tais situações, para eventual propositura de uma ação judicial, é recomendável ter o consumidor todos os documentos que comprovem a efetuação da compra do produto ou da contratação do serviço, como notas fiscais e contratos. Da mesma forma, também é importante ter o número de protocolo e/ou recibo de atendimento por parte do fornecedor que se nega a sanar o vício, bem como guardar a data e o horário em que entrou em contato.

É possível que o próprio consumidor entre com uma ação judicial em face do fornecedor do produto ou do serviço sem a necessidade de um advogado. Para tanto, deve se dirigir ao Juizado Especial Cível mais próximo, bem como o valor do produto em discussão somado ao valor de indenização por dano moral não seja superior a 20 salários mínimos.

Autor: Regis Francisco Barata Ribeiro Maluf Palombo

Baixe a seguir um modelo da ação judicial cabível, sem precisar de advogado, apenas complete os campos com seus dados e leve ao Juizado Cível da sua cidade.

Tempo perdido nas ligações a fornecedores

Tempo perdido nas ligações a fornecedores

Não é incomum e mesmo uma situação frequente para praticamente todos os consumidores, a dificuldade para alterar ou cancelar serviços, verificar entrega de produtos e reparos em garantia, entre outros desdobramentos da relação de consumo, formalizada em contrato pela compra de bens ou de prestação de um serviço.

O descumprimento reiterado das regras de atendimento nos denominados “call centers”, mesmo com norma dispondo sobre tempo máximo para solução e penalidades, deixa todos nós entregues a horas acumuladas com diálogos sem continuidade, ausência de procedimentos de registro completo sobre contatos anteriores, indisponibilidade constante dos sistemas de informação ou sua lentidão, não raro haver desentendimento, prejuízos com falta de sinal de celular, internet, bem como impossibilidade de uso de um veículo, perda de um vôo para compromisso urgente, etc.

Todas essas situações podem ser objeto de pedido de indenização em Juízo, bastando a comprovação do dano pela indisponibilidade do produto ao tempo que o consumidor faria uso do mesmo, ou do serviço pelo qual desempenharia atividades quaisquer.

Além de merecer ressarcimento o prejuízo efetivamente ocorrido pela falta, cabe também cumular a morosidade para solução do problema nos contatos via “call center”.

É o que os precedentes judiciais nas demandas de consumidores dos últimos dez anos, consolidou como o instituto do “desvio produtivo”.

É possível calcular quanto de seu tempo útil foi perdido nas conversas e esperas para um caminho de efetivo atendimento pelo fornecedor, efetuando-se cálculo de sua renda em atividade produtiva, proporcional ao lapso somado de todos os protocolos de contato, tentativas e quedas de comunicação, o que pode chegar a números impressionantes e expressivos.

Não se esqueça de anotar ou gravar pessoalmente por aplicativos facilmente instaláveis em seu celular “Android”

, todas as conversas telefônicas para formar prova documental do conteúdo dos diálogos e respectivos tempos.

Além de manter fiel registro dos compromissos assumidos pelo representante do fornecedor, você estará acumulando créditos do seu desvio produtivo causado por atenção muito além do razoável, para solução de vício no produto, defeito, garantia, ou necessidade de cancelamento de serviço.

Direito do Consumidor

Direito do Consumidor

Nesta seção você encontra os mais úteis e efetivos conteúdos para prevenir-se de injustiças nas relações de consumo, ilustrados por casos práticos para constituição prévia de prova em vícios e defeitos de produtos ou serviços, além da possibilidade de discutir desvio produtivo em gastos de tempo para solução imediata de erros ou execução de garantias. Direito e prática consumerista comparados para que possamos exigir avanços constantes na proteção do livre mercado, com respeito ao consumidor.

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