Autor: Palombo

A HISTÓRIA SE REPETE – V

A HISTÓRIA SE REPETE – V

RELIGIÃO E POLÍTICA NÃO DEVEM SE MISTURAR

Quem ainda não assistiu, não perca tempo: Wild Wild Country, série da NETFLIX em seis episódios. O documentário se desenrola em torno do “guru indiano” BHAGWAN SHREE RAJNEESH, também conhecido como OSHO, ou ainda CHANDRA MOHAN JAIN, seu verdadeiro nome.

Seus seguidores, chamados de sannyasins adotaram rituais como vestir ROUPAS VERMELHAS, usar um colar de 108 contas e um medalhão com a IMAGEM DO LÍDER. Seu centro de meditação na cidade de Puna, na Índia, recebia mais de cem mil pessoas por ano, graças à febre do misticismo oriental nos anos 70..

O interesse de estrangeiros fez o movimento buscar uma base fora da Índia e em 1981 Rajneesh e seus seguidores mais próximos mudaram-se para o estado norte americano do Oregon, onde compraram pelo preço de 75 MILHÕES DE DÓLARES uma propriedade rural de 23 MIL HECTARES na cidade de Antelope, condado de Wasco.

O guru chegou a possuir uma frota de 93 ROLLS ROYCE e era presenteado com RELÓGIOS DE OURO E DIAMANTES, um deles no valor de UM MILHÃO DE DÓLARES Conhecidos como RED RATS OR RED VERMINS por usarem ROUPAS VERMELHAS, praticarem sexo livre e não serem cristãos, passaram a ser boicotados pelos cidadãos de Antelope, que conseguiram embargar as obras na propriedade. Em represália, os seguidores de Rajneesh passaram a comprar propriedades na cidade e se registrarem como eleitores, chegando a ELEGER O PREFEITO e mudar o nome da cidade para RAJNEESHPURAM. O próximo passo foi “APARELHARO FUNCIONALISMO PÚBLICO, EM ESPECIAL A FORÇA POLICIAL. Em seguida atraíram MILHARES DE SEM TETO e MENDIGOS ao condado, com o intuito de registra-los como eleitores e vencer as eleições em Wasco, sede do condado. A fim de diminuir o número de votos contrários no dia da eleição, ENVENERAM com a bactéria salmonela a comida de dez restaurantes , fato reconhecido como o primeiro atentado bioterrorista da história americana.

Tentaram também ENVENENAR A ÁGUA DA REPRESA que abastecia a cidade. Compraram ARMAS AUTOMÁTICAS no intuito de cometerem ATENTADO CONTRA O PROCURADOR-GERAL DO ESTADO do Oregon e VÁRIAS TENTATIVAS DE HOMICÍDIO. Tanto fizeram que atraíram a atenção do FBI, que montou uma OPERAÇÃO POLICIAL gigantesca , a qual acabou por DESVENDAR OS CRIMES DA SEITA.

A subsequente INVESTIGAÇÃO CRIMINAL, a maior da história do estado do Oregon, confirmou que o grupo sectário tinha se envolvido em uma variedade de atividades criminosas, incluindo a TENTATIVA DE HOMICÍDIO do médico de Rajneesh, ESCUTAS TELEFÔNICAS ILEGAIS, ENVENENAMENTOS DE FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS E INCÊNDIO CRIMINOSO.

RAJNEESH INICIALMENTE NÃO SE MANIFESTOU a respeito das acusações, depois afirmou que NUNCA SOUBE DE NADA, QUE ERA INOCENTE e em seguida JOGOU TODA A CULPA EM SUA SECRETÁRIA, que foi condenada a VINTE ANOS DE RECLUSÃO, sendo que ELA E MAIS VINTE SEGUIDORES FUGIRAM DO PAÍS. SHEELA, A SECRETÁRIA de Rajneesh foi EXTRADITADA da Alemanha Ocidental e CUMPRIU PENA DE VINTE ANOS POR TENTATIVA DE HOMICÍDIO, AGRESSÃO, ESCUTAS TELEFÔNICAS ILEGAIS, INCÊNDIO CRIMINOSO e FRAUDE DE IMIGRAÇÃO.

Já o seu chefe fez ACORDO COM O MINISTÉRIO PÚBLICO E FOI SOMENTE ACUSADO de violações de imigração. Como parte de sua COLABORAÇÃO (DELAÇÃO PREMIADA) ele concordou em deixar os Estados Unidos e APÓS SER RECUSADO POR 21 PAÍSES acabou retornando a Poona, na Índia, e morreu em 1990.

Após tanto paralelismo NÃO ERRA QUEM CHAMA O PT DE RELIGIÃO, por seus ADEPTOS AGIREM MAIS ATRAVÉS DA FÉ DO QUE PELA RAZÃO

Fontes:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Rajneesh#Ataque_bioterrorista

http://www.osho.com/

https://super.abril.com.br/historia/osho-o-guru-politicamente-incorreto/

https://en.wikipedia.org/wiki/Rajneeshpuram

NETFLIX

(Acessos em 31/05/2018)

 

O “secretário”: vinte anos de prisão

A “secretária”: vinte anos de prisão.

Pesquisa e texto do cooperado: Regis Maluf Palombo

A HISTÓRIA SE REPETE – IV

A HISTÓRIA SE REPETE – IV

Stalin? Mao? Fidel, Pol Pot? Para aqueles que pensam que a Ditadura do Proletariado e seus crimes surgiram no século XX, temos notícias.
Por volta de 115 a.C, no território que hoje pertence à Turquia, existia um reino, governado por Mitrídates. Este rei, com medo de ser envenenado, tomava diariamente uma dose de veneno, a fim de desenvolver imunidade. Diz-se que era um homem cruel e traiçoeiro, que matou a mãe, o irmão, três filhos e três filhas. Conquistou a Armênia, o Cáucaso
a Criméia e Bizâncio. Não querendo ver o estreito do Bósforo em mãos inimigas, o Império Romano atacou-o, dando início às guerras Midiátricas.
Mitrídates percebeu que sua única chance seria a insurreição geral do mundo grego, e com esta intenção, anunciou-se como o libertador da Grécia. Encontrando resistência das classes conservadoras, seduziu os partidos democráticos (no sentido de partidos dos pobres, em oposição aos aristocratas, algo como os comunistas de hoje), com promessas socialistas. As cidades gregas aliaram-se a Mitrídates, e por sua sugestão mataram num dia marcado todos os italianos que nelas residiam, ao todo 80 mil, entre homens, mulheres e crianças (88 a.C.). Segundo conta Apiano (*) os cidadãos de Éfeso arrancaram os fugitivos asilados nos templos de Ártemis e que lá se agarravam à imagem da deusa, e trucidaram-nos. Em Pérgamo, os abrigados no templo de Esculápio foram abatidos a flechadas. Em Adramtio foram os romanos que tentavam se salvar perseguidos no mar e mortos, sendo as crianças afogadas. Os habitantes de Caunos perseguiram os italianos dentro do templo de Vestia, mataram as crianças diante dos olhos das mães, depois as mulheres e por fim os homens.
As classes mais pobres, justamente as que mais se resse
ntiam da dominação romana puseram-se à frente dessas trágicas matanças. As classes conservadoras, sempre protegidas pelo governo romano, apavoravam-se com o vingativo levante. Mitrídates isentou dívidas, libertou os escravos, confiscou as propriedades particulares e redistribuiu as terras. Ao descobrir uma conspiração, matou 1600 pessoas supostamente implicadas. As classes inferiores, ajudadas por filósofos e professores tomaram na mão o poder, inclusive em Atenas e Esparta, e declararam guerra tanto à Roma quanto à riqueza. Os gregos de Delos mataram num só dia 20 mil italianos.
Durante 25 anos e três guerras Mitrídates combateu Roma, até que, tendo sido traído por seu filho Farance e por seu exército, tentou suicídio. Porém, devido à velha imunização o veneno tomado não produziu efeito. Sem coragem de se matar pela própria espada, foi enfim morto pelo filho e cúmplices a golpes de gládio e lança.
(*) Apiano (95 —165), foi um historiador da Roma Antiga. Sua obra principal foi a “História Romana” em 24 livros, que abrange desde a sua fundação até 35 a.C.

Colaboração de: Regis Maluf Palombo
A História se repete – III

A História se repete – III

Sérgio Cabral. Garotinho. Pezão. Superfaturamento na reforma do Maracanã. Corrupção no Metrô. Os escândalos no Estado do Rio de Janeiro não são de agora. Talvez remontem ao tempo de Estácio de Sá.
Vamos voltar “apenas” cem anos no tempo e visitar a cidade do Rio de Janeiro durante o mandato do Prefeito Pereira Passos. Em meio a reforma urbana iniciada em 1902, que mudou radicalmente o aspecto do centro da cidade, Passos abriu uma concorrência pública para a escolha do projeto arquitetônico do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Quem a comissão julgadora escolheu como vencedor? Surpresa! Venceu o sobrinho do prefeito, engenheiro Francisco de Oliveira Passos. Tudo bem, continuemos com a história. O teatro foi construído, ao preço de 10 mil contos de réis, e inaugurado em 1909.
Em 1911 foi aberto outro concurso, desta vez para a construção do prédio da Câmara do Vereadores. O prédio custou 23 mil contos de réis, valor considerado absurdo na época, quando comparado ao da construção do Teatro Municipal – 10 mil contos de réis. Nasceu aí, segundo o historiador Brasil Gérson, o apelido de “GAIOLA DE OURO”. Como se vê, o superfaturamento de obras públicas e o nepotismo não são de agora.

Colaboração de Regis Palombo Maluf.

Teatro Municipal, preço: 10 mil contos de réis.
Câmara Municipal. preço: 23 mil contos de réis.
A HISTÓRIA SE REPETE- II

A HISTÓRIA SE REPETE- II

…nas províncias, o governador (procônsul ou propretor) legislava, administrava e julgava ao mesmo tempo… tinha o poder limitado pelo direito de apelação ao imperador e pela FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA exercida pelo questor ou procurador provincial. Semelhante quase-onipotência convidava ao ABUSO… conquanto os ALTOS SALÁRIOS que recebiam e a responsabilidade financeira perante o imperador diminuíssem muito os ABUSOS, vemos que a EXTORSÃO e a CORRUPÇÃO ainda não eram coisas raras no primeiro século.
A TAXAÇÃO CONSTITUÍA A INDÚSTRIA ELEMENTAR DO GOVERNADOR E SEUS ASSISTENTES. Sob o império um censo foi levantado em cada província com O PROPÓSITO DE REALIZAR O LANÇAMENTO DA TAXA TERRITORIAL E SOBRE A PROPRIEDADE, na qual se incluíam os animais e os escravos. Para estimular a produção, O TRIBUTO FIXO FOI SUBSTITUÍDO PELO PORCENTUAL.
OS PUBLICANOS COLETAVAM OS DIREITOS ALFANDEGÁRIOS nos portos e ADMINISTRAVAM FLORESTAS DO ESTADO, MINAS e OBRAS PÚBLICAS.
CADA VEZ QUE SUBIA UM NOVO IMPERADOR, as províncias tinham que contribuir com OURO e TRIGO para Roma.
Através do velho costume das liturgias, o governo podia pedir o fornecimento de DINHEIRO para a guerra, NAVIOS para a esquadra, EDIFÍCIOS para o propósito público, VÍVERES em situação de carestia ou coros para os FESTIVAIS e representações.
Cícero alegou que as taxas pagas pelas províncias mal davam para o CUSTEIO DA ADMINISTRAÇÃO e da DEFESA. Defesa incluía a supressão das REVOLTAS e administração provavelmente abarcava os requsitos quw PRODUZIAM TANTOS MILIONÁRIOS romanos. Temos que nos reconciliar com a probabilidade de que onde quer que o poder estabeleça a segurança e a ordem, OS COLETORES ARRECADAM ALGO MAIS DO QUE O CUSTO.
( excerto da obra de Will Durant, História da Civilização, tomo 2º, 3ª parte, pag. 121 , tradução de Monteiro Lobato, Companhia Editora Nacional , 1940 )

Colaboração de Regis Palombo Maluf.

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