Vacina é Importante, PONTO.

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Uma questão coletiva: a obrigatoriedade da vacina

Autor: Régis Francisco Maluf

Poliomielite. Sarampo. Rubéola. O que essas doenças têm em comum com o coronavírus? Todas podem ser um grande problema para o Brasil nos próximos anos. Isso porque vivenciamos uma era em que a ciência é posta em xeque pela desinformação, potencializada pelo uso inadequado das redes sociais.

Se, por um lado, o Brasil vinha sendo reconhecido internacionalmente pelo trabalho de vacinação, sendo um exemplo a ser seguido, agora ocorre o efeito contrário. Tal situação está intimamente ligada ao movimento antivacina, que vem crescendo nos últimos tempos. Ao invés de refutar ideias contrárias utilizando-se do método científico, essa corrente opta por métodos mais eficientes: espalham pelas massas o medo de (im)possíveis efeitos colaterais da vacina, com jargões e frases de efeito. Tudo isso fomentado pelo disparo massivo de mensagens instantâneas em aplicativos.

Nesse sentido, coloca-se em debate a obrigatoriedade da vacinação. E, da mesma forma, usa-se da desinformação como instrumento político. Cria-se um imaginário de que seremos obrigados, sob a mira de uma arma, a permitir a inserção de agulhas em nossas nádegas. E isso com consequências que vão desde de desenvolvimento de autismo até a inserção da “marca da besta” em nossos corpos, por meio de microchips.

Quando se trata de vacinação obrigatória, em verdade se está falando em utilização de meios coercitivos indiretos. Optar por não vacinar, como toda escolha, tem consequências, tais como não poder viajar para determinados lugares, não receber auxílios governamentais como bolsa-família e não poder matricular os filhos em escolas. Pode-se cogitar, inclusive, a criação de novos entraves, tais como a impossibilidade de assumir um cargo público ou de ter uma vaga em universidades públicas.

Afinal, isso é uma questão que ultrapassa os limites individuais, já que se coloca em risco a própria coletividade. Ninguém gostaria de matricular o próprio filho sabendo que ele poderá contrair poliomielite de um colega de sala de aula. Da mesma forma, nenhum País permitiria que pessoas contaminadas pelo coronavírus entrasse em seu território para agravar uma epidemia.

Sendo assim, não tomar vacina pode até ser uma escolha pessoal, mas traz consequências que vão para além da própria saúde física. Viver em sociedade é ter a liberdade limitada pelo direito de outros, bem como se responsabilizar pelas consequências dos próprios atos.

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